O ``programa para acelerar a aprendizagem´´ do GDF, desagrada docentes
A decisão da Secretaria de Educação do Distrito Federal de enquadrar os alunos atrasados em relação à série esperada para a idade no programa ‘Aceleração de Aprendizagem’ não agradou os professores da Fundação Escolar. A categoria alega que a nova proposta foi imposta pelo governo e que não houve abertura para discussões. Além disso, os professores questionam a nova metodologia de ensino – via teleconferências. Para eles, o programa – que será executado pela Fundação Roberto Marinho - não reconhece a qualificação dos professores, mas os exclui do processo de aprendizagem. Para um dos diretores do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro/DF), Carlos Garibel, o governo tem encarado os autos índices de defasagem idade-série como um problema só da Secretaria. “O governo teve uma posição autoritária ao impor a proposta deles para a comunidade escolar. Entendemos que a solução tem que ser construída por toda a sociedade”, afirma. Garibel ainda diz que a nova proposta desrespeita alguns princípios constitucionais. “Com relação ao ensino noturno, o projeto retira do aluno trabalhador o direito de acesso ao ensino regular, contrariando o artigo 208 da Constituição Federal, o artigo 225 da Lei Orgânica do Distrito Federal, entre outras leis”, diz.
No entanto, o que mais tem incomodado os docentes é a substituição daS aulas presenciais pelas tele-aulas. “Entendemos que a inovação é importante, mas ela (inovação) deve ser utilizada como um recurso a mais e não na substituição do professor. Dessa forma, o professor passa a ser um mero monitor”, reclama Garibel. O Sinpro/DF acredita ainda que a leitura de aprendizado proposta fragiliza a qualidade de ensino. “O aluno não vai mais ter aquele momento tira-dúvidas com o professor”, completa Garibel. Fonte: http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=03&mes=03&ano=2008&idnoticia=47171

